No Idoso senil são frequentes delírios que acompanham depressões reactivas monopolares manifestadas na defesa do valor narcísico.
São depressões relacionadas com perdas de forte colorido afectivo, com incidência e fixação no Próprio - expressão de perda da imagem narcísica idealística.
Estas características condicionam uma depressão predominantemente sociogénica, por isso de início tardio e precedida de isolamento (comportamento do Próprio) ou consequente à marginalização que a sociedade impõe ao Idoso.
Esta entidade psicopatológica, sendo quási sempre uma associação da continuidade à cronicidade, antagoniza a denominação "início tardio" não obstante o seu início estar relacionado com o aumento da MAO que acompanha o aumento da idade, e situar-se habitualmente nos tempos post-aposentação quando o Ser-Humano perde estatuto social numa visão antroposófica.
São os laços sócio-afectivos que constituem as sólidas malhas da dialéctica do Homem situado e que pertencem predominantemente ao seu "mundo" do trabalho.
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