domingo, 7 de agosto de 2011

VERDADE e outros Ilusionismos

O Artista Encontra.
O Cientista Procura.
O cientista acredita na Ciência.
O Religioso acredita no Dogma.
O religioso e o cientista são religiosos; aquele religa-se a crenças dogmáticas e o segundo religa-se a crenças científicas.

Ciência é emergência do erro continuado que a sustenta, na sua tarefa de autocrítica correctora do precário, mas necessário e conveniente erro formulado. É a autocrítica científica que dinamiza o Cientista a fazer Ciência; ele faz Ciência das ciências, faz Epistemologia.

A crítica exige racionalização. O racionalista nunca é detentor da Verdade, mas sim e apenas de verdades, o que o perpetua nos seus raciocínios; por isso, discute verdades, as dos outros e a sua. Assim, acredita e faz crer que se aproxima da Verdade.

O iluminista é um racionalista que se esforça por ser claro, esclarecedor, compreendido, ao invés do racionalista convencional que ortodoxamente é hermético, escuro, eloquente e, por vezes, defende-se escondendo a ignorância na erudição.

A Verdade é Limite, é Absoluto, pelo que é inatingível, eternamente inacessível ao Ser humano que, enquanto cientista, anancasticamente a procura. O religioso não a procura porque, alegada e pretensamente, já a possui através do dogma, da crença irrefutável, tranquilizadora, paradísica. O artista Encontra-a na Criatividade, na Revelação, na Dádiva, - imagem e semelhança da obra da “divindade”, símbolo conceptualizado de Vida, de cada Ser humano.

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